A GRAMA DO VIZINHO por Juliana Yume

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As pessoas possuem esse hábito de constantemente se comparar umas com as outras - principalmente as mulheres. Agimos como se houvesse uma obrigação severa de sermos melhores do que as outras: o cabelo tem que estar mais hidratado, mais liso, mais solto, mais no padrão. Essas comparações nos cegam para a realidade de que nós, mulheres, não somos rivais e não estamos em nenhum tipo de competição. E mesmos e estivéssemos, não é necessário desmerecer ninguém para poder se sentir bonita. Esse complexo de "a grama do vizinho é sempre mais verde"na maioria das vezes é o que nos impede de nós sentirmos plenamente felizes com nós mesmas e nossos corpos. Mesmo quando sentimos que estamos exatamente como queríamos estar, é só observar uma outra mulher que se iniciam as comparações. E nós esquecemos de um detalhe essencial: você não precisa ser bonita como ela, você deve ser bonita como você é. Lembro-me de quando minha amiga estava me contando de um cara com que estava ficando no ano passado. Ela o relatava como o amor de sua vida, os olhos até brilhavam ao citar seu nome. Perfeito, se encaixava em todos seus moldes, também a amava... Só havia um problema. Ela se atormentava com a incerteza do futuro. Havia uma chance de que ele mudasse de cidade dali a três meses, e isso a fazia sofrer horrores. Uma possível inconveniência no futuro a impedia de vivenciar plenamente o presente. Reparei que essas nossas sabotagens com nos mesmas não acontecem apenas com fatores externos. Parei para refletir em quantas vezes me sabotei por medo de me sentir feliz. E quantos de nós já não fizeram isso? No fim, ele acabou não se mudando, e o tormento de nada adiantou. Terminaram poucos meses depois por outros motivos. A auto-sabotagem é um perigo, certifique-se de estar atenta a seus atos depreciativos para poder evita-los. A vida tantas vezes já é difícil é complicada por si só: Não vamos deixar que nossas mentes tornem isso muito pior. Eu mesma já reparei que me saboto em quase todos os aspectos da minha vida. E desde que notei esse fato, estou vivenciando uma luta constante para me impedir de complicar as coisas relativamente simples. Possuo esse hábito de que mesmo quando tudo está indo bem em uma relação, começo a me questionar: Ele não deve realmente gostar de mim. Não mesmo. Ele não gosta tanto de mim. Ele só me atura, essa é a verdade. Mas a realidade é que ele nunca demonstrou nenhuma atitude que desse validade a esses meus questionamentos. Na realidade, ele faz bem o contrário disso.

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