VAMOS REFLETIR SOBRE "COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ" por Juliana Ayello

18:00

No post de hoje, eu decidi falar sobre o filme “Como eu era antes de você”. Confesso que estava planejando assisti-lo há muito tempo. Mais especificamente, desde o dia em que comecei a ler o livro.



Enfim, saí da sessão do cinema extremamente tocada e quero compartilhar um pouco das minhas impressões.


História linda. Romance emocionante. Mas vamos nos aprofundar um pouquinho mais...

A partir do momento que a protagonista se vê apaixonada por Will, ela desenvolve um grande apego pela situação. Não apenas a ele, ela se apega às esperanças, aos sentimentos que ele transmite a ela. E tudo seria muito simples se ele não tivesse escolhido seguir um caminho diferente do que ela planejara.

A grande questão por trás do enredo é que mesmo imersos num romance, o individual permanece.
Maravilhosas conquistas foram compartilhadas, maravilhosas descobertas foram feitas. Mas especificamente, no caso, o outro fez desabrochar algo interno. Explico.

Will foi capaz de tocar Louisa genuinamente, fazendo-a perceber sentimentos e aspirações que existiam em seu interior. Foi um processo de auto conhecimento

Louisa, por sua vez, apegou-se a situação de maneira que via no seu amor a base que estruturava todas as mudanças positivas em sua vida. Contudo, foi uma conquista individual.

Quer queira, quer não, estamos sozinhos nessa vida. Por mais que existam pessoas segurando sua mão, indubitavelmente você terá que partir sozinho. A jornada é individual.

Carregamos nossa bagagem, mas jamais poderemos forçar alguém a seguir nosso próprio caminho.
O apego de Louisa ficou claro quando ela se negou a aceitar a vida do seu parceiro. Todo amor demonstrado no filme, que parecia tão puro, foi sendo barrado por alguns obstáculos:

-“Eu te amo, MAS...
-quero que você fique.
- se você me amasse, escolheria viver comigo.”


Dentre tantas outras condições que, convenhamos, estão muito presentes nas nossas próprias vidas.

Will já tinha feito sua escolha, ela apoiando ou não. E acredito que a maioria dos telespectadores torceu para que ela fosse atrás. Ou seja, torceu para que ela eliminasse todos os “mas” e agisse com um coração puro: amando e respeitando, de forma que foi até seu encontro e demonstrou todo o sentimento.

Afinal, é isso.

Por mais que a gente ame alguém, jamais teremos o poder de enquadrá-lo aos nossos padrões. Mais uma vez, a trilha é pessoal.

Isso não significa que devemos deixar de amar os outros. Muito pelo contrário, devemos amá-los com pureza e tentar torná-los eternos em nossos corações.

Por mais que encontremos alguém que escolha nos acompanhar nessa vida, a separação é inevitável. 



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