SIGA O FLUXO por Juliana Yume
17:54
O fim do amor não nos dá aviso prévio. Não há nenhuma forma
de mensagem divina que nos diga “ei se prepare aí que daqui a um mês o amor irá
acabar”. Seria evidentemente de grande utilidade e evitaria parte dos
sofrimentos e traumas vividos por tantos. Mas, sinto dizer-lhes, essa magia
ainda não está em uso.
E pelo fato dos fins de relacionamentos serem tão repentinos é que torna-se tão difícil esquecer. E como é duro. Não apenas vivenciar essa fase pós-termino, como também aguentar amigas deprimidas que não sabem o que fizeram de errado. Não há resposta ou conselho na face da Terra que faça essa dor aguda no fundo do peito, aquele famoso “levei um pé na bunda e não sei como lidar”.Não se desespere, acho que todos teremos que passar por isso um dia. Depois de observar tantas pessoas vivenciando a mesma situação, aquela foça, notei que é quase como ser jogado repentinamente dentro de um rio gelado. Acalme-se, eu irei explicar. Logo de cara, é assustador. Como foi acontecer? O que eu fiz? Você estava bem e de uma hora para outra se vê caindo. E não entende. Não sabe o que fazer. Tenta manter o equilíbrio, mas nota que já é tarde demais. Não dá para evitar, você cai. E a água é gelada, tão gelada que dói. É horrível, péssimo, você só consegue pensar em voltar, em como era bom antes, em como você não queria, não deveria estar ali. Essa é a pior das fases, quando você está sendo movido pelos sentimentos, impulsos, e parece incapaz de ser racional. Contudo, não se desespere, não tome nenhuma atitude antecipada, que isso vai passar. E passa. Sempre passa. E agora que você não está mais movida pelo choque, incompreensão, ou raiva, consegue pensar com lucidez. É comum que os primeiros pensamentos envolvam vingança, formas de prejudicar o tal alguém, ou de simplesmente aproveitar a vida ao extremo. Mas essa fase, lhe garanto, também é efêmera. Ao menos para a maior parte das pessoas. Pois, após essa rebeldia pós-termino, está a melhor fase de todas: esquecer. Ao contrário do que a maioria diz - apenas para esconder a dor - você não esquece logo que acaba. E provavelmente também não esquecerá no próximo dia, nem na próxima semana. No próximo mês, talvez sim, quem sabe. Não há uma data marcada e correta para isso. E, sinceramente, você não esquece no momento em que apaga o número, e o contato das redes sociais. Nem quando ignora a ligação ou o olhar na rua. Muito menos quando fica com outros na intenção de causar vingança. Esquecer é cumprimentar, sorrir, e seguir em frente. E não se abalar. E não ficar pensando nisso depois pois vê-lo foi tão comum quanto comprar pão. Não tem mais impacto. Esquecer é quando a correnteza está te levando, e você está tão entretido com a beleza da paisagem que não faz questão alguma de provar pra ninguém que seguiu em frente.
E pelo fato dos fins de relacionamentos serem tão repentinos é que torna-se tão difícil esquecer. E como é duro. Não apenas vivenciar essa fase pós-termino, como também aguentar amigas deprimidas que não sabem o que fizeram de errado. Não há resposta ou conselho na face da Terra que faça essa dor aguda no fundo do peito, aquele famoso “levei um pé na bunda e não sei como lidar”.Não se desespere, acho que todos teremos que passar por isso um dia. Depois de observar tantas pessoas vivenciando a mesma situação, aquela foça, notei que é quase como ser jogado repentinamente dentro de um rio gelado. Acalme-se, eu irei explicar. Logo de cara, é assustador. Como foi acontecer? O que eu fiz? Você estava bem e de uma hora para outra se vê caindo. E não entende. Não sabe o que fazer. Tenta manter o equilíbrio, mas nota que já é tarde demais. Não dá para evitar, você cai. E a água é gelada, tão gelada que dói. É horrível, péssimo, você só consegue pensar em voltar, em como era bom antes, em como você não queria, não deveria estar ali. Essa é a pior das fases, quando você está sendo movido pelos sentimentos, impulsos, e parece incapaz de ser racional. Contudo, não se desespere, não tome nenhuma atitude antecipada, que isso vai passar. E passa. Sempre passa. E agora que você não está mais movida pelo choque, incompreensão, ou raiva, consegue pensar com lucidez. É comum que os primeiros pensamentos envolvam vingança, formas de prejudicar o tal alguém, ou de simplesmente aproveitar a vida ao extremo. Mas essa fase, lhe garanto, também é efêmera. Ao menos para a maior parte das pessoas. Pois, após essa rebeldia pós-termino, está a melhor fase de todas: esquecer. Ao contrário do que a maioria diz - apenas para esconder a dor - você não esquece logo que acaba. E provavelmente também não esquecerá no próximo dia, nem na próxima semana. No próximo mês, talvez sim, quem sabe. Não há uma data marcada e correta para isso. E, sinceramente, você não esquece no momento em que apaga o número, e o contato das redes sociais. Nem quando ignora a ligação ou o olhar na rua. Muito menos quando fica com outros na intenção de causar vingança. Esquecer é cumprimentar, sorrir, e seguir em frente. E não se abalar. E não ficar pensando nisso depois pois vê-lo foi tão comum quanto comprar pão. Não tem mais impacto. Esquecer é quando a correnteza está te levando, e você está tão entretido com a beleza da paisagem que não faz questão alguma de provar pra ninguém que seguiu em frente.


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