MAS E SE? - por Juliana Yume
18:23
Uma vez estava conversando com um amigo, e ele comentou comigo que um de seus passa-tempos favoritos era ficar refletindo sobre como sua vida estaria agora se certas decisões do seu passado fossem alteradas. Por exemplo, se ele não tivesse estudado em determinada escola, feito curso de inglês logo ali, conhecido aquela garota no verão, tudo poderia estar diferente agora. As vezes até situações mais simples, como ter faltado certo dia na aula ou achado 5 reais na calçada, poderiam ter causado diferença em sua vida se não houvessem ocorrido. De fato era algo realmente instigante de se refletir, desde desse dia então, aderi ao passa-tempo.
Já parou para pensar nisso? E se nunca estivesse estudado naquele colégio na infância, ou adolescência? Você não teria conhecido metade das pessoas que conhece agora, talvez. E nem teria vivido todos os momentos marcantes em sala de aula, as tardes fazendo trabalho, os compromissos finais de semana. Levando em conta o fato de que cada pessoa que conhecemos acrescenta algo em nossa vida, ainda mais nesse período de formação do indivíduo, você provavelmente seria alguém completamente diferente do que é hoje.
Fantástico, não é? Também apliquei essa linha de pensamento a pessoas. Imagine como teria sido sua vida, caso nunca tivesse esbarrado com aquele garoto na rua, aquele que despertou certa paixonite em você. Ou se nunca tivesse começado a conversar com aquela menina que sentava ao seu lado na quinta série e acabou se tornando uma grande amiga. Pode não parecer, mas a ausência dessas pessoas em nossa vida teria causado uma diferença tremenda. Afinal, foram tantas conversas, partilhas, risos, e isso nos acrescenta muito. Ninguém passa por nossa vida sem deixar, que seja, uma marquinha nela.
Claro que não é nada saudável utilizar esses “mas e se” para se martirizar por atitudes não tomadas, momento dolorosos e arrependimentos. Mas é que eu gosto de me imaginar sendo diferente do que sou hoje, elaborar história de mim mesma se eu não fosse eu. Pois ai, quem seria? Uma feminista radical que luta por direitos? Ou uma tonta irresponsável que vive agindo por impulso? Não dá nem de longe para de ter certeza. Contudo, amo essas incertezas da vida, e os personagens que crio de mim mesma. Aconselharia isso a todos os que ainda sofrem de tédio nessa vida: Na falta do que fazer, se reinvente.


0 comentários